DA POESIA À POESIA INEXISTENTE
domingo, 15 de janeiro de 2012
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
sábado, 24 de dezembro de 2011
IMENSO
A tarde
Arde em cor
E caminha
Da mão menina
À flor
No cabelo
Moreno
Da morena
Que traz
A lascívia sem fim
Entre os dentes
-lânguida guarida-
Feito rosa ferida
De batom carmim.
Na dramática explosão do arrebol
Estilhaços de cor
Rompem a linha fêmea da tarde
E fecundam o céu.
O vento deixa seu rastro
Nas folhas ruivas atemporais.
A fuligem das horas
Cunhadas pelo tempo
Sedimenta-se por sobre
Os cílios da máquina
De coser dias.
A voz doce da luz
Põe versos entre as copas
De almas verdes
E decreta que
Para além das portas
Deixarás tuas justificativas
E teu medo de usar a felicidade;
Terás de aprender a engendrar
Constelações em noites de cega escuridão,
Pois é no silêncio quase absoluto
Que palavra resplandece
E se faz aurora.
Fragmentos soçobrantes
De beleza
Colhidos por olhos desatentos
Se espalham em luz
À margem de um sorriso
Perdido em meio
A um dezembro paulistano.
É dia 24.
Acontecimentos de explicações desnecessárias
Disseminam tons sublimes
Por sobre os tijolos do cotidiano;
Algo imenso demais para nossas palavras
Simplesmente acontece.
domingo, 18 de dezembro de 2011
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
7/12/2011
Não converso com as nuvens,
mas as árvores conversam
e eu converso com as árvores.
Tem gente que não consegue
porque, às vezes, o silêncio delas é muito alto.
É tão alto que elas roubam as palavras do vento
e as músicas dos pássaros
para compor seus versos verdes.
mas as árvores conversam
e eu converso com as árvores.
Tem gente que não consegue
porque, às vezes, o silêncio delas é muito alto.
É tão alto que elas roubam as palavras do vento
e as músicas dos pássaros
para compor seus versos verdes.
Depois elas usam a tinta azul do céu
e pintam palavras por sobre suas copas.
Dizem que, mesmo nas noites sem luar,
As estrelas recitam todos os versos.
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