
Neste cadafalso de paredes caiadas
Não irrompem sóis ou alvoradas.
A voz amputada,
A mão calada,
O papel sem mácula...
Silêncio branco.
As unhas do vento
Riscam o vidro
E dessangram
Arrebóis hemorrágicos.
Tentaremos suturar
Os lábios da ferida
Que a dor fecundou
Em seu silêncio branco?
O que fazer com este corte
Suspenso entre umbrais:
Viva ferida de onde
Escorre o horizonte?
Não sei, e,
Talvez,
Nunca saberemos...
Com a caneta
Rasgo minha alma
E esfrego meu afã
Sobre a parede caiada...
O silêncio branco ,agora,
Escorre vermelha liberdade.
©Anderson Christofoletti
Não irrompem sóis ou alvoradas.
A voz amputada,
A mão calada,
O papel sem mácula...
Silêncio branco.
As unhas do vento
Riscam o vidro
E dessangram
Arrebóis hemorrágicos.
Tentaremos suturar
Os lábios da ferida
Que a dor fecundou
Em seu silêncio branco?
O que fazer com este corte
Suspenso entre umbrais:
Viva ferida de onde
Escorre o horizonte?
Não sei, e,
Talvez,
Nunca saberemos...
Com a caneta
Rasgo minha alma
E esfrego meu afã
Sobre a parede caiada...
O silêncio branco ,agora,
Escorre vermelha liberdade.
©Anderson Christofoletti

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