segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

O HÁBITO DE TUA PELE SOBRE A MINHA

A lâmina úmida do asfalto
Faísca lágrimas reflexas da garoa:
Arco-íris cingi a manhã
Dilacerando a realidade cinza,
Inseminando vida no útero da cidade.

Calçadas deterioradas caminham
Sob pensamentos abstratos:
Cicatrizes e tatuagens de carne e memória
Riscadas pelos caninos da tarde voraz.

A lembrança de teu hálito em meu rosto;
O gosto do hábito de tua pele sobre a minha:
Luzes infindas de antigas auroras
Perdidas no labirinto do tempo.



©Anderson Christofoletti

2 comentários:

Anônimo disse...

Quanto sentimento!!!!!
Linda e apaixonante poesia!

PAMINA disse...

Em linhas distantes
Encontrei você
Ainda era misterioso
Indecifrável
Apaixonante
E ainda hoje
A essência que exala
É a mesma
E não me engana.

Da pele que toca
Sente
O calor que troca
Pulsa
A noite que transborda
Pede
Toda a loucura
Punge
Pele a pele
Corpo a corpo
Lábio a lábio
Dois em Um.

K.P.F.

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