
Na curva suave de teu quadril
Delineio meu território:
Reinvento um novo tempo de floração.
Penetro
Entre os traços desta vertiginosa
Confluência de desejos,
Renasço poesia ,vida , inspiração...
Dentro de ti encontro
Um novo tempo para os sentidos;
Nova leitura para meus sentimentos.
Tudo é claro
(fora o telúrico instinto da carne:
Fome de possibilidades).
Teu ventre me absorve
Com seus mornos braços
De ninho:
Paz infinita.
Tua saliva queima minha pele
E seqüestra a face lúcida
De minha escrita.
E neste conflito
Já não sou mais passo,
Sou teu caminho;
Já não crio horizontes,
Já não me refaço,
Sou teu percurso
Sem destino,
Sem itinerário.
Sou um,
Mas não sou sozinho,
Somos todo o tempo que temos;
Somos o mundo
E somos o sempre,
Mesmo sendo ele
Apenas um segundo.
©Anderson Christofoletti

Um comentário:
Belíssimo texto!
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