terça-feira, 16 de março de 2010

FOLHAS RUIVAS

A flor nasce
Por sobre a nova
Ordem desordenada
Das estações.
A flor arde, pulsa,
Mas não consegue desabrochar,
Sua intenção,
Mesmo assim,
Carrega todo perfume
Da verdade tácita.

Cada hora com seu tempo;
O tempo com sua fome
- Fuga vã -.

- Talvez a saudade seja
O outono do sentimento...
Abro as janelas da alma
E teu olhar projeta-se em sol
Sobre meu dia.



©Anderson Christofoletti

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