terça-feira, 21 de setembro de 2010

SILÊNCIO...



De repente, no meio da euforia, das perspectivas do otimismo...
 O silêncio.
Primeiro, o silêncio da dor no refletir de... Que dor é essa que aperta o coração e questiona a alma? Uma resposta: Decepção. A decepção de uma entrega. Mas, a decepção maior é introspectiva, é a decepção consigo mesmo de errar ao esperar uma resposta dentro de uma reciprocidade inexistente, pois cada um doa o que tem, e o que se tem é singular, ímpar, jamais recíproco. Então, novamente o silêncio se esconde. Esconde-se agora no entendimento que penetra como raios despertadores. Mas a bela lua ainda pesa entre as nuvens que escondem momentaneamente as estrelas, estrelas que brilham quando timidamente aparecem iluminando o refletir. E o eu se encontra e se perde novamente no silêncio, o Silêncio de maior barulho interno que acorda a noite e interrompe o dia... O silêncio da verdade, da saudade do que poderia ser, do adeus. Tudo volta ao seu lugar. Isso? Chama-se ciclo. Silêncio, o novo pede autorização para nascer. E nascerá. Sempre nasce, ou renasce? Silêncio! Apenas sinta! É preciso silêncio.

©Melissa Barbosa


Um comentário:

Luly disse...

Olha que linda!

Sobre decepções eu sempre imagino que lá ainda mora a pessoa que admiramos um dia, e onde está ela que não podemos mais ver?
É tão triste, é tão ruim... mas o tempo é quem diz quando passa.

:)

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