Primavera em flor
Rompendo secos ramos
Feito manhã fugaz
Perfumada de eternidade.
Vertiginoso mergulho
No penhasco dos sentimentos pungentes;
Precisão do desconhecido
Como ponte para todo
E qualquer lugar;
Luz no peito contida
Que precisa desabrochar...
Tudo se faz tão pouco:
Distâncias,diferenças,desafios...
Tudo tão louco
-Necessário desatino-,
Quando voar é preciso,
Quando a realidade do passo
Não se irmana com
A verdade inconcebível.
Qualquer caminho tem destino,
Mas,no amor,é preciso perder-se
Para se encontrar.
Gesto solícito
Sobe cristal de infinitas faces;
Aurora que amanhece a vida
Inexplicavelmente simples,
Necessariamente simples
Como simples é amar.
©Anderson Christofoletti

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