No silêncio,
Teus domínios
Se arquitetam sobre nuvens;
Emergem sob o signo da escuridão
Com asas de sóis e versos dessangrados
Em brancas linhas.
O girassol
Inclina-se frente à diáfana arraia
Das cortinas pétreas.
Um sol
Entre montanhas
Fulgura arrebóis vários
Para uma só aurora:
A palavra
fecunda a escuridão
E rasga o silêncio
No breve instante
Em que os sentidos tornam-se
Imunes à lógica;
Em que
Olhos não mais enxergam,
Vêem;
Mãos não mais tocam,
Sentem;
Corações não mais pulsam,
Gritam...
Janelas abertas ao improvável possível:
Moinhos,dragões,espectros quixotescos...
O universo entre dedos
-Longos-;
Sonhos
-lúcidos -.
Um tempo inexato.
Um tempo sempre menino.
Um espaço lauto
De sentidos infindos
Onde o mundo é nosso
E , em nosso mundo,
Somos palavra silente
À luz da escuridão.
FOTOGRAFIAS:AMANDA QUEIROZ
TEXTO:ANDERSON CHRISTOFOLETTI
MÚSICA E LETRA:FLÁVIO VEZZONI
INTERPRETAÇÃO DA MÚSICA:
KARINA P. FAUNI E
ANDERSON CHRISTOFOLETTI

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