Coração de poeta
É repleto de despropósitos
Tão necessários
Quanto amar:
O botão temporão
Me imensa
Com seus ímpetos primaveris.
Meus desertos
-em silêncio-
Gritam oceanos.
Desvãos e lacunas me preenchem...
O canto do sabiá-laranjeira
Constrói um céu
Azul na palavra;
Traz forma de asa
Às letras
E
A cidade se abandona no concreto.
Nas copas das árvores de chuva particular
-íntima-
Frutificam-se raios de sol.
Sementes de garoa
Caem sobre o útero do dia,
Fecundam as letras
E,depois de sagrarem-se palavras,
Nasce a poesia.
P.S.As aves não usam as asas para cantar
E escrevem sua poesia no horizonte.
Anderson Christofoletti

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