Ao longe as folhas bailam num movimento surdo
E, no céu,
Uma trinca argêntea
Reluz -sobre o castanho de teus olhos-
A voz amordaçada de tua alma:
Profícuo estrondo.
Iracundo corcel de negra crina,
Derrames tuas estrelas sobre meu céu,
Faças com que tua senda, esta noite, seja minha sina.
Lasciva criatura,
Tua madrugada tempestuosa dilacera meus silêncios
-Tua palavra explicitamente obscura-.
Sinuoso oceano de íngremes tormentas,
Constela-me entre teus astros;
Faz-me dialeto para tuas águas;
Conquiste meus domínios
Com tuas asas,
Teus sonhos,
Tua liberdade libertina...
...Faças-me teu, pois sei que,
Mesmo em mim,
Jamais serás minha.
Anderson Christofoletti

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