sexta-feira, 10 de agosto de 2012




Pégaso constelado em terra
Sob o signo da liberdade,
Teu espírito esplende
Em indomável levante de corcéis
E torna-te
Imune ao tempo.

Sob árida corrente,
Atravessas teu tempo
E te recrias:
Torna-te alada criatura sem rédeas.

Íngreme beleza de felina força,
És senhora de teus domínios
E neles repousas
O carvão de teus cabelos
E o diamante de teus olhos:
Forças que o universo lapidou
Entre o vórtice de teu cerne
E o remanso de teu espírito

Fênix lírica,
Tuas cores,
Tuas luzes,
Teus perfumes,
Teus sabores
Rasgam os céus,
Irmanam-te com a terra,
Permeando com
Teu vermelho-sangue
As infinitas e telúricas tessituras desta última:
Sólidas raízes de teu templo sagrado.

Em tua carne
Estão tatuados vulcões, oceanos, horizontes e florestas;
Em tua carne
Estão guardados os segredos da vida
E da leveza etérea.

Fêmea ameaçadoramente linda,
És manancial de tudo
E a tudo ilumina.
Em ti reside o fim e o começo;
Em ti engendra-se o equilíbrio do mundo
E,em teu mundo, tem-se a compreensão do universo.


Anderson Christofoletti

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