Nesta manhã de outubro
Me descubro
Mais teu:
Encontro-me
Menos meu
Do que supunham
Tantos muros
E tantos subterfúgios
Para a falsa liberdade.
Teu rosto em minha mão,
O gosto
De teus silêncios
E o calor pulsante de teu verbo
Fizeram-se paz necessária
À minha guerra de porquês.
Talvez,
Nesta manhã de primavera,
Precisasse
De tuas auroras
Para sentir-me vivo;
Talvez
Precisasse
De teu sol
Para que o dia
Florescesse em mim.
Anderson Christofoletti


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