A força em tuas fragilidades
Torna frágeis minhas forças:
Acolhimento e inquietude
Flertando com minha alma e minha carne.
Tua felina natureza sabe ao sereno ímpeto das águas,
Ao incêndio das auroras.
Tua feminina forma
-de lasciva mestria-
Domina o balé das luzes com as sombras.
O tempo percorre teu corpo
Como quem abandona rosas,violetas e lírios
Por sobre os cristais de poesia.
Tuas curvas distribuem
Encantamentos
Às estruturas duras e às superfícies frias.
O universo inveja a beleza
De teu vôo,
Quando te fazes alma perfumada.
Tuas mãos deslizam nuas e imunes ao tempo dos livros,
Tal qual metáforas sobre a realidade;
Palavras sobre simplicidades.
Quando estás,
Olhares param
Em teus encantos de fêmea.
Quando és,
O tempo pára
Para contemplar-te
E consagrar-te mulher.
©Anderson Christofoletti


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