segunda-feira, 29 de julho de 2013

29/07/2013


Trarei,
Em meu peito,
Janelas de borboletas
Recitadas
Em cores várias;

Árias,
Talvez óperas;
Asas,
Talvez horizontes;
Horas,
Talvez eternidades...

...sim,
Pequenas grandes eternidades
Para você usar com aquele seu vestido
De nuances primaveris:
Aquele que descansa
Flores azuis perfumadas
Sobre seus quadris.

Trarei também
-à luz-
Seu segredo branco
De atenção expectante
E  leitura casta.

Depois,
Tatuarei suas fragilidades
Sob minhas pálpebras
Para que,
Desta forma,
Possa arquitetar
Os itinerários de meus toques
Em seus dias de escuridão
E fazer,
Desta,
Minha parte
Em nossa proposta de doação;
Em nossa reinvenção
Do amor.





©Anderson Christofoletti

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