
Quem nos vomitou?
Quem deu essa condenação de amor, entre tantas outras?
O espelho?
A rachadura-sete anos dele?
Um dá para o outro: eu para você, você para mim..
Adiante exército de coisas?
Que guerra? Que apaziguamento?
O silêncio?
O berro?
A bandeira fincada no terreno do próprio peito, re-conquista de si no não mais ser um si?
Avante, avante, avante..
Aliso sua asa de amor e me batizo no seu vômito
que indiferente a tanto só uma mortalha
Coisa de esfregar a cara no meio fio, cortar a retina com estilete
e ainda pedir mais..
Que mundo mais triste que eu então te daria
para me sentir menor ainda e não-existência?
Ou então pegar o dia seguinte e matar a impossibilidade
porque sou noite e ninguem pode atestar que não.
Porque passeio alta e mergulho mesmo descendo
e sendo terra.
Só há eu, o tu à vista
por todos os lados
e não há
Fim.
©Grazzi Yatña

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