quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

O VÍCIO DOS CORPOS



As ruas me percorrem,
Enquanto meus passos
Se perdem na busca vã
Pela luz necessária de seu sol.

A noite se foi
Com o tempo singular
E maravilhosamente vivido.

Seu corpo esteve comigo
e, agora, seu perfume
Me acompanha pelos versos.

Será o vício dos corpos?

Será a dependência do olhar?

Estarão os deuses articulando reflexos humanos
Para sentimentos tão sublimes?

Non lo so...
Rimasto qui
Solo
A ricordare,
Ascoltando uma canzone:
Quella che parla di noi;
Quella che suona uma nota più difficile di suonare.


Sei que a luz ensina a beleza aos olhos,
Pois estou aprendendo o amor pelo seu corpo:
Pelos seus olhos e gestos.

Não queria ser passional,
Mas o coração brada;
O peito não se contem
E as mãos já não seguem a razão.

Queria imprimir aqui um verso complexo
Que comportasse todo academicismo, mas, tolo, caminho
Pelo perfume das palavras apaixonadas, dos versos vulneráveis, das mãos dadas...




©Anderson Christofoletti

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