
As ruas me percorrem,
Enquanto meus passos
Se perdem na busca vã
Pela luz necessária de seu sol.
A noite se foi
Com o tempo singular
E maravilhosamente vivido.
Seu corpo esteve comigo
e, agora, seu perfume
Me acompanha pelos versos.
Será o vício dos corpos?
Será a dependência do olhar?
Estarão os deuses articulando reflexos humanos
Para sentimentos tão sublimes?
Non lo so...
Rimasto qui
Solo
A ricordare,
Ascoltando uma canzone:
Quella che parla di noi;
Quella che suona uma nota più difficile di suonare.
Sei que a luz ensina a beleza aos olhos,
Pois estou aprendendo o amor pelo seu corpo:
Pelos seus olhos e gestos.
Não queria ser passional,
Mas o coração brada;
O peito não se contem
E as mãos já não seguem a razão.
Queria imprimir aqui um verso complexo
Que comportasse todo academicismo, mas, tolo, caminho
Pelo perfume das palavras apaixonadas, dos versos vulneráveis, das mãos dadas...
©Anderson Christofoletti

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