
I
Sou-me.
No espaço fugaz
-infinita intensidade-
Entre o que fui
E o que serei,
Sou-me.
Com a cabeça
Entre as nuvens,
Os sonhos me atravessam.
Com os pés no chão
-destino necessário-
Atravesso meu tempo,
Minha realidade.
Com os olhos
Sobre a janela
O sol me amanhece
E o perfume das rosas
Me invade.
A criança sorri
E o amor reacende...
Sou-me,
Sendo tudo
Que posso ser
Dentro e fora
De mim.
II
O vento que
Afaga minha face
Frente à janela
É o som que já foi vento
E que será silêncio
Que se partirá com o
Som do vento
Que atravessará
A janela e afagará
Meu rosto.
Por hora,
Perpetua-se
O silêncio...
III
O pensamento
-eterna nascente-
Aflora em sonho,
Toma sua forma
Nos domínios da idéia
E desliza num passado
Sendo recapturado
Em memória
Até dissipar-se
Nas águas do esquecimento
IV
O sol,
As rosas,
As crianças,
O amor,
A janela,
A fresta,
O vento,
O som
Agora são silêncio
No espaço fugaz
E ,nele,
Entre o que fui e o que serei,
Sou-me.
©Anderson Christofoletti

Um comentário:
Eu amo poesias desde de pequena, sempre escrevi, mas os seus me emocionam,me deixam saudade, dos tempos dos velhos tempos que escrevia...recomecei...ao ver você de novo...com seus lindos poemas,nem parece o menininho ,que eu vi desde 4 anos,a vida passa...Meus Parabéns
Ruth Curi...para os imtimos Ruthinha...
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