segunda-feira, 16 de março de 2009

SOU-ME




I

Sou-me.

No espaço fugaz
-infinita intensidade-
Entre o que fui
E o que serei,
Sou-me.

Com a cabeça
Entre as nuvens,
Os sonhos me atravessam.

Com os pés no chão
-destino necessário-
Atravesso meu tempo,
Minha realidade.

Com os olhos
Sobre a janela
O sol me amanhece
E o perfume das rosas
Me invade.
A criança sorri
E o amor reacende...

Sou-me,
Sendo tudo
Que posso ser
Dentro e fora
De mim.

II

O vento que
Afaga minha face
Frente à janela
É o som que já foi vento
E que será silêncio
Que se partirá com o
Som do vento
Que atravessará
A janela e afagará
Meu rosto.

Por hora,
Perpetua-se
O silêncio...

III

O pensamento
-eterna nascente-
Aflora em sonho,
Toma sua forma
Nos domínios da idéia
E desliza num passado
Sendo recapturado
Em memória
Até dissipar-se
Nas águas do esquecimento

IV

O sol,
As rosas,
As crianças,
O amor,
A janela,
A fresta,
O vento,
O som
Agora são silêncio
No espaço fugaz
E ,nele,
Entre o que fui e o que serei,
Sou-me.



©Anderson Christofoletti

Um comentário:

Olhos Azuis disse...

Eu amo poesias desde de pequena, sempre escrevi, mas os seus me emocionam,me deixam saudade, dos tempos dos velhos tempos que escrevia...recomecei...ao ver você de novo...com seus lindos poemas,nem parece o menininho ,que eu vi desde 4 anos,a vida passa...Meus Parabéns

Ruth Curi...para os imtimos Ruthinha...

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