Eu disse
Que sonhava na vertical.
Disse que ilusões são muletas desnecessárias
E que prezo
A precisão necessária da queda.
Eu disse
Que meus olhos fitam
Um horizonte de coisas realizáveis; que planos são estradas expectantes
E que,enquanto dono de meus passos, não temo o porvir.
Eu disse
Que me apraz quando as estradas me percorrem
Em seu sentido mais árduo;
Que algumas cicatrizes são como guias;
Que algumas feridas apenas sangram
E que isso não me apagará enquanto luz,
Nem acenderá minhas sombras.
Eu disse
Que minhas asas não são metáforas
E que guardo em meus olhos
As teorias do amor
Tecidas em tempos
De sonhos e horizontes imaculados.
Carrego em minhas mãos
Toda condição humana
Colhida e suturada
Em tempo de vulnerável aprendizado.


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