Meus olhos tocam o reflexo menina
De uma alma em lua tatuada
Por luzes e cores;
Em versos concebidos
Por gestos e flores
O vento banha a fronte
Desejo e esperança de menina,
Escorrendo cabelos,
Acariciando faces,
Libertando espíritos...
Alma e horizonte se encontram
Dilaceram-se e se recompõem
Num magma efusivo de vida.
Palavras incompreendidas
Caminham descalças
Por entre belezas esquecidas pelos olhos
Do complexo necessariamente desnecessário.
Olhos levemente cerrados
Vêem agora mais do que jamais viram
A alma nua faz do corpo
Um ínfimo instante de infinito.
A menina pára. Suas asas se abrem,
Seu peito se abre
E dele floresce um sol outonal que se traduz
Em primavera contrária,
Doando-se em luz e sombra.
Menina e flores
São superfícies efêmeras
Que se sobrepõem à alma
(eternizada pela liberdade).
Emoldurados
Horizonte e vento,
Tudo mais
São metáforas e impressões
Que escorrem por entre os dedos do tempo.
Abro meu leque de caminhos roubados
Em noites de clara escuridão
- Noites em que teu verso obscuro me ilumina-.
A franqueza de teu corpo
Seqüestra qualquer possibilidade de decifrar-te.
Não.Não és a incógnita , mas a perfeita e simples ausência dela.
Dentro da noite fria
Tua palavra é minha única guia;
É onde te encontro- sem precisão de itinerário-.
Dentro da noite desleal
Caminhos são muletas
Para aqueles que fazem dos olhos
Provedores de horizonte.
Dentro da noite silente
Abandono caminhos
Ou mesmo falsos arrimos,
Sigo meu coração
E alguns poucos versos
Que colho de tua mão.
De uma alma em lua tatuada
Por luzes e cores;
Em versos concebidos
Por gestos e flores
O vento banha a fronte
Desejo e esperança de menina,
Escorrendo cabelos,
Acariciando faces,
Libertando espíritos...
Alma e horizonte se encontram
Dilaceram-se e se recompõem
Num magma efusivo de vida.
Palavras incompreendidas
Caminham descalças
Por entre belezas esquecidas pelos olhos
Do complexo necessariamente desnecessário.
Olhos levemente cerrados
Vêem agora mais do que jamais viram
A alma nua faz do corpo
Um ínfimo instante de infinito.
A menina pára. Suas asas se abrem,
Seu peito se abre
E dele floresce um sol outonal que se traduz
Em primavera contrária,
Doando-se em luz e sombra.
Menina e flores
São superfícies efêmeras
Que se sobrepõem à alma
(eternizada pela liberdade).
Emoldurados
Horizonte e vento,
Tudo mais
São metáforas e impressões
Que escorrem por entre os dedos do tempo.
Abro meu leque de caminhos roubados
Em noites de clara escuridão
- Noites em que teu verso obscuro me ilumina-.
A franqueza de teu corpo
Seqüestra qualquer possibilidade de decifrar-te.
Não.Não és a incógnita , mas a perfeita e simples ausência dela.
Dentro da noite fria
Tua palavra é minha única guia;
É onde te encontro- sem precisão de itinerário-.
Dentro da noite desleal
Caminhos são muletas
Para aqueles que fazem dos olhos
Provedores de horizonte.
Dentro da noite silente
Abandono caminhos
Ou mesmo falsos arrimos,
Sigo meu coração
E alguns poucos versos
Que colho de tua mão.


Um comentário:
Paradoxalmente linda! Adoro assim, poesia cheia de contrários, como o coração de um poeta sempre é...contrário.
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