quinta-feira, 16 de setembro de 2010

L'ombra dell'nima e Desiderio


A sombra de minh’alma
Foge por acaso de alfabetos,
Névoas de livros
e palavras

A sombra de minh’alma
Cheguei à linha onde cessa
a nostalgia,
e a gota de pranto se transforma
em alabastro de espírito.

A Sombra de minh’alma
O floco da dor
se acaba,
mas fica a razão e a substância
de meu velho meio-dia de lábios,
de meu velho meio-dia
de olhares

Um turvo labirinto
de estrelas afumadas
enreda minha ilusão
quase murcha

A sombra de minh’alma
E uma alucinação
ordenha-me os olhares.
Vejo a palavra amor
Desmoronada.

Rouxinol meu ! 
Rouxinol !
Ainda cantas ?

Só o teu coração quente
e nada mais.
Meu paraíso um campo
sem rouxinol nem liras,
com um rio discreto
e uma fontezinha.
Sem a espora do vento
por sobre a copa,
nem a estrela que quer
ser folha.
Uma enorme luz
que fosse
vagalume
de outra,
em um campo de
olhares partidos.
Um repouso claro
e ali nossos beijos,
lunares sonoros
do eco,
se abririam mui longe.
E teu coração quente,
nada mais.

Um comentário:

Karina Pompeu Fauni disse...

os rouxinóis!

Ah, o rouxinol e a alma...

O rouxinol a alma e o amor

livre amor

de liberdade livre para amar

sem medidas, sem limite

sem tempo pra desculpas

as asas, livres do rouxinol e do amor

as asas livres de quem ama!!

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