quarta-feira, 8 de setembro de 2010

MORENA FACEIRA






Morena Faceira


Vem lá
A morena
Faceira
Fazendo cena.
Flor-de-açucena
Que ,nas mãos pequenas,
Sustenta um botão
De casta roseira;
Olhar castanho
Castanheira;
Andar de lisa
Lascívia
- maçã de macieira-,
Passos celestes
Sob um céu de concreto
Repleto
De hiatos e de olhos
Que passeiam
Pela morena
Nesta serena
Quinta-feira.

Perfume
De perfumada
Flor-de-goiabeira
Mais morena
Pela morena
Que nela reina.

Lá vem
A poesia fêmea
Subindo a ladeira
Sem forma gêmea
Em métrica e cadência.
Vem em ascendente beleza
(de inestimável inconseqüência).
Insustentável brisa
Que os cabelos negros
Serpenteiam e encantam
O encantador
De palavras
Com sua poesia
Inflamável
E inevitável.


Um comentário:

Karina Pompeu Fauni disse...

Esta poesia é uma das minhas preferidas ... ela tem o gingado do corpo de uma mulher ... parece que foi escrito nas curvas do corpo feminino.

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