Quanto sentimento cabe num olhar de infinitas faces?
Quantas noites, vidas, amores forem necessários para tecer
Os capítulos guardados neste olhar?
Luzentes janelas
Que apadrinham horizontes;
Que apaziguam tormentas;
Que fecundam possibilidades
Desacreditadas
E adormecidas sob
O voo das borboletas:
Rútilos caminhos que anseiam por passos cautelosos;
Por delicadas invasões aos domínios do sonho.
Quantos céus azuis
Cabem neste par de asas
Cristalinas?
Quantas palavras
Cabem neste
Olhar que grita
Em silêncio
E que nenhuma voz atinge?
texto:Anderson Christofoletti
imagem:Ruzanna Harutyunyan


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